• Relações entre a afetividade e a inteligência no desenvolvimento mental da criança

Relações entre a afetividade e a inteligência no desenvolvimento mental da criança

  • Autor: Jean Piaget
  • Editora: WAK
  • Disponibilidade: Em estoque
  • R$90,00


Piaget destaca neste texto a importância do estudo das características do sujeito psicológico. Ele nos presenteia com uma compreensão mais ampla e consistente da subjetividade do sujeito, com suas emoções e sentimentos, permeando os processos de conhecimento. Esta compreensão é de grande valia para o processo de aprendizagem.

Esta obra tem o objetivo de aprofundar e esclarecer um pensamento em busca das relações entre afetividade e inteligência e como pavimentar esta articulação para a construção de uma educação que tenha como base a alegria e o prazer de aprender, onde o conhecimento se torne uma ferramenta para o viver e não apenas para o fazer.


Sumário:

Jean Piaget
Prêmio Erasmo 1972

Apresentação da versão portuguesa
Silvia Parrat-Dayan

Encontro com Jean Piaget
Cláudio J. P. Saltini


INTRODUÇÃO GERAL

   I. Posição do problema
   II. Definições básicas
      1. A afetividade
      2. Funções afetivas e funções cognitivas
      3. Adaptação: assimilação e acomodação
   III. Conclusão

PARTE I

Período dos sentimentos intra-individuais
Estágios: I, II, III

AFETIVIDADE E ESTRUTURAS COGNITIVAS
   I. Exemplos básicos
      1. Operações matemáticas
      2. Operações lógicas
      3. Percepção
   II. Exame de três teorias da conduta (clássicas)
      1. Teoria de CLAPARÈDE
      2. Teoria de PIERRE JANET
      3. Teoria de KURT LEWIN
   III. Análise da Noção de Estrutura
      1. Exame de uma objeção: pode-se falar em estruturas afetivas
      2. Definição da estrutura: caracteres negativos
      3. Definição da estrutura: caracteres positivos
 
ESTÁGIOS DO DESENVOLVIMENTO INTELECTUAL

   I. Paralelismo entre conduta afetiva e estrutura cognitiva
   II. Resposta a duas objeções contra o paralelismo
      1. Primeira objeção
      2. Segunda objeção
   III. Tabelas paralelas dos estágios do desenvolvimento intelectual e afetivo

PRIMEIRO ESTÁGIO: AS FORMAÇÕES HEREDITÁRIAS
   I. Tendências elementares e emoções
      1. Ambigüidade do termo “instinto"
      2. Tentativas de inventário(LARGUIER de BANCELS)
      3. Conclusões
   II. As Emoções 
      1. Teoria intelectualista (HERBART e NEHLOWSKY) 
      2. Teoria periférica (JAMES e LANGE)
      3. Teorias "instintivas"( MAC DOUGALL, por exemplo)
      4. Teorias cerebrais

SEGUNDO ESTÁGIO: AFETOS PERCEPTIVOS E FORMAS DIFERENCIADAS DO CONTENTAMENTO E DA DECEPÇÃO

   I. Pontos de vista (características)
      1. Do ponto de vista cognitivo
      2. Do ponto de vista afetivo
   II. Retomada de algumas noções clássicas
      1. Dor
      2. Prazer
      3. Sentimentos de agrado e desagrado
      4. Vida afetiva: ponto de vista clássico e ponto de vista atual
III. Conclusão sobre os dois primeiros estágios
      1. Papel da afetividade nas aquisições cognitivas e a tese de MALRIEU
      2. Exposição
      3. Crítica a essa teoria
 
TERCEIRO ESTÁGIO: OS AFETOS INTENCIONAIS

   I. Ponto de Vista (características)
      1. Do ponto de vista cognitivo
      2. Do ponto de vista afetivo
   II. Teoria dos sentimentos: JANET
      1. Esquema geral da teoria da conduta
      2. Estudos das regulações
      3. Resumo do conjunto: a força psicológica
      4. Crítica
   III. Noções de valor e de interesse
      1. CLAPARÈDE e a noção de interesse
      2. KURT LEWIN e o esquema topológico da conduta
   IV. Primeiras descentrações afetivas e o problema da “escolha do objeto”
      1. Evolução afetiva segundo a Psicanálise freudiana
      2. Crítica ao esquema freudiano
      3. Elaboração do objeto e a descentração
   V. Conclusões sobre o terceiro estágio

JANET E A NOÇÃO DE VALORIZAÇÃO
   I. Os Valores e a afetividade – regulação interna das forças
      1. Economia da ação
      2. A expansão da atividade
   II. Sistema das valorizações
      1. Valor afetivo do objeto e as necessidades do sujeito
      2. A finalidade da ação
 
CLAPARÈDE E A TEORIA DA NECESSIDADE

   I. A Regulação das energias
      1. Necessidade como função
   II. A noção de homeostase e a necessidade do sono
   III. Necessidade: função e estrutura
   IV. As duas leis do interesse
   V. Sistema das valorizações e a regulação interna
 
LEWIN E A TEORIA DAS FORMAS
 
   I. Esquemas gestaltistas
      1. Campo afetivo e campo perceptivo
      2. Dinâmica do campo
      3. A necessidade em sentido gestáltico
   II. Noção de campo total: topologia de LEWIN
      1. Polarização do espaço: atração do objeto e barreira psíquica
      2. Ausência de terminação: o problema da ação interrompida
   III. Sistema de valores e regulação interna: diacronia e sincronia

FREUD - O NARCISISMO E A ESCOLHA DO OBJETO
 
   I. Aspecto cognitivo e afetivo do esquema do objeto
      1. Escolha do objeto afetivo: a libido freudiana
      2. Deslocamento das pulsões: o narcisismo
      3. Noção de recalque
   II. Crítica às interpretações freudianas
      1. Memória de evocação
      2. Um narcisismo sem Narciso
      3. Duas interpretações da escolha do objeto
      4. Localização: o critério do objeto
      5. A memória de recognição
      6. Construção cognitiva do objeto
   III. Conclusões sobre a questão do narcisismo e da escolha do objeto
      1. Localização e deslocamento do objeto
      2. Espacialização da causalidade
      3. Pessoas como objetos
      4. Papel da imitação
      5. A construção correlativa do eu e do outro
 
CONSTRUÇÃO SIMULTÂNEA DO OBJETO AFETIVO E COGNITIVO

   I. Tese da Prioridade do Afetivo
   II. Por que essa tese não se sustenta?     
      1. Os objetos são simultaneamente afetivos e cognitivos
      2. Papel das reações individuais
      3. Perturbações do motor afetivo
   III. Regulação interna e finalidade da ação: uma revisão
      1. Sentimentos interindividuais representativos
      2. Valores altruístas: o pensamento egocêntrico
      3. A reciprocidade: o dom e a dívida
 
PARTE II

Período dos sentimentos interindividuais
Estágios: IV, V, VI

QUARTO ESTÁGIO: LINGUAGEM E A REPRESENTAÇÃO

INTELIGÊNCIA VERBAL E SENTIMENTOS INTERINDIVIDUAIS

   I. Aparecimento da função simbólica – a linguagem
      1. Socialização da inteligência e a permanência dos sentimentos
   II. Fenômenos de valorização interindividuais
      1. Interpretação de JANET
      2. Hipótese utilitarista 
      3. Objeções à hipótese utilitarista 
      4. A fase egocêntrica: um estado de não diferenciação 
   III. Escalas de valores – tipos de valores 
      1. Valores reais e atuais: ação e satisfação
      2. Valores virtuais
      3. Reconhecimento e a reciprocidade (WESTERMARCK)
      4. Tipos de relação entre os valores

O PROBLEMA DA AUTOVALORIZAÇÃO: A TROCA CONSIGO MESMO

   I. Sentimentos de inferioridade e superioridade – causas sociais diretas
      1. O sentimento de inferioridade e sua compensação: ADLER e CLAPARÈDE
      2. Causas dos sentimentos de inferioridade e superioridade 
      3. Situações de desvalorização – três soluções 
   II. Sentimentos de inferioridade e superioridade – causas internas        
      1. A lei de ROYCE- BALDWIN 
      2. Reciprocidade consigo mesmo: dívidas e obrigações
   III. Economia interna da ação e os valores econômicos na troca com o outro 
      1. Quantificação e a medida 

GÊNESE DOS SENTIMENTOS MORAIS

   I. As condutas familiares – modelos parentais e superego
      1. Fixação a experiências anteriores 
      2. O jogo das identificações 
      3. Continuidade afetiva
 
   II. Esquema topográfico do inconsciente freudiano 
      1. Sentimentos agressivos e os esquemas de reações
      2. Crítica à interpretação freudiana
   III. Uma esquemática das reações afetivas e cognitivas
      1. O que são os esquemas 
      2. Esquemas preconceituais 
      3. Ponto de partida da esquematização
   IV. O superego freudiano e seus precursores
      1. Os estudos de FERENCZI 
      2. O eu ideal de BALDWIN
   V. BOVET e o sentimento do dever
      1. Proibições e o respeito 
      2. O hábito
      3. Papel das decisões
      4. A imitação 
      5. A imposição social (DURCKHEIM) 
      6. Crítica à tese de BOVET 

SENTIMENTOS SEMINORMATIVOS E A SITUAÇÃO PRÉ-OPERATÓRIA DA INTELIGÊNCIA

   I. Ausência de reversibilidade no raciocínio e a não autonomia da moral 
   II. Condições para a existência de uma norma moral
      1. A criança e o dever de não mentir
      2. Os primeiros sentimentos morais: uma troca de valores 
   III. Realismo moral e a responsabilidade objetiva 
      1. A substancialidade da norma e a avaliação da intenção 
      2. A pseudo-mentira e a descoberta do engano 
      3. Avaliação da mentira pelo conteúdo material 
      4. Reações da criança à sanção
 
QUINTO ESTÁGIO : O APARECIMENTO DAS OPERAÇÕES CONCRETAS - REVERSIBILIDADE E CONSERVAÇÃO

   I. Permanência e transformações da inteligência e dos valores 
      1. Cognição e afetividade : uma estrutura de reciprocidade 
      2. A lógica dos sentimentos de VAUCHER
      3. Necessidade de conservação: a imposição social 
   II. Sentimentos intermediários – orientando para a conservação    
      1. Fidelidade, reconhecimento, veracidade e sentimento de justiça
      2. A lógica dos sentimentos é o conjunto dos sentimentos morais
      3. A diferença entre a lógica da inteligência e a lógica dos Sentimentos 

OPERAÇÕES AFETIVAS: A VONTADE


Detalhes do Produto

Título Relações entre a afetividade e a inteligência no desenvolvimento mental da criança
Autor Jean Piaget
Edição / Ano 1/2014
ISBN 9788578542795
Dimesões 17X24
Número de Páginas 354
Capa BROCHURA

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Etiquetas: Jean Piaget